sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

As brumas de Évora


Se há coisa que eu gosto é do nevoeiro. Toda a gente acha imensamente chato, eu acho que lhe confere um ar místico incrivel. Mas adiante. O que é certo é que com estes dias de nevoeiro, não se encherga nada em Évora. 
Eu olho pela janela e só vejo branco, tento entrar em Évora e só vejo névoa (é o diabo dos castigos tentar enchergar as entradas das muralhas! Isso e os carros brancos que insistem em não ligar os médios!). É só névoa, névoa, névoa. É muito ao estilo arturiano, não desgosto, mas acho que já começa a ficar um pouco demodé! 
Ora com isto dos trabalhos e de estar sempre ocupada, não via o babe há uma semana e estava já com saudades da minha lontrinha (btw, o babe tem uma barba que mete medo ao susto! Parece o bosquimane que perdeu a lâmina de aparar tojos!). Então decidi fazer-me à estrada às oito da noite (hora em que sai da minha aula). Foi uma péssima ideia. Uma péssima, péssima ideia! Se eu já não enchergava um palmo à frente do nariz em Évora, tudo foi piorando à medida que ia percorrendo os 40km que separam a minha casa da do babe. Passando Evoramonte, reduzi a velocidade de 80 para 50. e quando cheguei ao cruzamento da casa do babe, tive de reduzir para 30 porque nem as valas eu enchergava, e isso de espetar o carro pela vala não estava nos meus planos imediatos. Ainda assim cheguei com vida, tal qual personagem arturiana que se aventura pela bruma. E o babe até foi um querido e fez o jantar. 

Tudo isto para dizer que Évora nestes dias mais parece um romance da Marion Zimmer Bradley, e eu não me sinto muito lady-like para andar a apanhar sustos na estrada!  

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