quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Há quem chore pela Humanidade, eu choro pelo cabelo da minha mãe

Ora a minha rica mãezinha é uma falsa do pior. E eu digo-lhe isto na cara sem medo de represálias ou de um possível deserdamento! Ela cortou o cabelo. Cortou o cabelo e não me disse nada! Anda armada em falsa é o que é!

Passo a explicar:
A minha mãe tem um cabelo super bonito. Encaracolado. Um cabelo que eu sempre invejei!
Ora a minha mãe de vez em quando tem um surto de loucura (só um mãe?!) e corta o cabelo. TODO! Ela desfaz-se de todos aqueles lindos caracóis para ficar quase sem cabelo! É um desgosto!
Desde que eu existo que a minha mãe têm estes acessos de loucura, e desde pequena que eu choro que nem uma perdida quando vejo aquilo. É algo que não me cabe na cabeça e me dói na alma. A sério. E isto desde pequena. Ora meus senhores, nos meus 23 anos e meio de existência posso afirmar que, infelizmente, já chorei muitas vezes pelos caracóis da minha mãe. "ai filha o cabelo logo cresce!" ... QUANDO MÃE, QUANDO?!?
Quando eu era pequenina, escondia-me da minha mãe quando ela cortava o cabelo, quando era adolescente deixava de lhe falar durante dias, pelo menos até ver o cabelo um milimetro mais comprido! Agora que sou assim uma jovem adulta, apenas a minha alma chora pela loucura desta mulher que é a minha mãe. 

Todo este desabafo porque skypei com a minha mãe à bocado e quase cai da cadeira quando vi a monstruosidade que ela tinha feito ao seu lindo cabelo. Isto para que fiquemos todos esclarecidos. Desta vez não me vou esconder dela nem deixar de lhe falar porque nem é preciso! Estou a 220km dela e estou sem dinheiro no telemóvel! E quando for a casa no natal, o cabelo já terá crescido o tão desejado milimetro e eu poderei deixar a akwardness de todo este momento profundo para trás! muahahah.

Isto do inverno

Ora isto do Inverno em Évora é uma novidade para mim. Muita gente já me disse que o inverno ainda não começou mas eu ando sempre gelada até aos ossos!
Esta manhã levantei-me cedo e, como aluna aplicada que sou, fui para o CES logo de manhã. Sai de casa e, por acaso, reparei que estava um pouco de nevoeiro, mas nada de grave. Pensei logo nostalgicamente nos meus invernos em Lisboa, com o nevoeiro que por lá aparece. Saí da minha zona, e ao virar para a rua que vai dar às muralhas da cidade, fiquei parva ao perceber que Évora tinha desaparecido! Para onde é que ela foi? Para lado nenhum, minha gente. Mas foi engolida por um nevoeiro tão denso que não via um palmo a frente do nariz. A minha sorte é que já conheço os caminhos todos, então não me espetei em lado nenhum! Estava eu já parada em frente ao CES, edificio imponente de 3 ou 4 andares, e não conseguia ver o diabo do edificio. Mas eu sabia que ele estava lá!
Este nevoeiro mata-me! Não fazia ideia de que isto aqui era assim! Espera-me um inverno às apalpadelas, principalmente quando estiver nevoeiro à noite e eu sair da aula às 20h. Vai ser bonito encontrar o meu carro no parque de estacionamento às escuras!

Dias de estudo produtivos

Ora o dia começou com algum pânico (né babe?) mas, como tudo, passou!
Depois do acesso de pânico ter sido acalmado, o estudo começou a fluir novamente!

Digamos que hoje foi um dia produtivo. E claro, para ser um dia produtivo, eu tinha de estar com a minha Flor!  ahah
Tendo levado a minha menina a casa agora mesmo, e de ter ficado gelada até aos ossos, tenho mais um lindo episódio para relatar!

As duas cromas, dentro do carro, com a sofagem ligada, à espera que viesse o quentinho, decidimos abalar porque o carro nem amanhã aquecia, nem ele, nem eu se ficasse a espera. Nisto a rica da Flor diz-me "ai filha tu anda mais devagar com o carro que o frio está a entrar todo pela janela!". Isto porque estávamos a fumar! 
Oh filha é que assim nem amanhã chegamos a casa! Então e isso interessa a alguém? Venha de andar a 20 à hora da minha casa a dela, a tremer de frio, de janela aberta a fumar um cigarro. 

Ela bem que disse uma coisa engraçada mas eu com o frio esqueci-me! Desculpem-me!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Coisas que odeio

Bibliografias. 

Não gosto quando me dão listas infindáveis de bibliografia para ler.
Não gosto de andar feita parva nas 500 estantes de livros da biblioteca à procura dos livros pelas cotas, para depois perceber que não estão disponíveis para consulta.
Não gosto de organizar bibliografia para um trabalho.

Ainda assim, consegui ter 3 páginas de bibliografia para o meu trabalho de administração do território.
Esperem só até eu ter que escrever a bibliografia para direito internacional. Muah ah ah (sarcástico)!

Direito Internacional, ou uma das chagas da minha vida

Direito Internacional é daquelas cadeiras que, ou se gosta muito, ou não se gosta nada. Não existe meio termo. Ora eu adorei a cadeira desde o ínicio, com todos os seus fancy terms e os seus problemas actuais. O que é que havia para não gostar nesta cadeira? Era o máximo. Até já tinha um tema de trabalho. E foi aí que dei com a burra nas couves! Ora os poderes erráticos, embora sejam muito bonitos de estudar, não têm muita informação quando aplicada ao direito internacional. A minha brilhante cabecinha só se apercebeu deste facto quando começou a reunir material e viu que nunca na vida, por muita palha que lá metesse, aquilo ia dar para escrever 5000 palavras (aproximadamente 16 a 20 páginas). Mas é que nem em sonhos! Então o que é que eu me lembrei? Mudar o tema de trabalho, pois está claro! Ai que lindo gosto tanto do apartheid... até perceber que não consta no programa da cadeira. Então acho que os atores do direito internacional vão gostar muito que eu fale sobre a ONU e o conselho de segurança, assim como das ONG e das OIG (que são intergovernamentais). 
O que eu queria mesmo era ter feito um trabalho sobre o Tibete. Mas o homem olhou para mim com aquela cara de "ai mais um trabalho sobre o Tibete". E então todas as outras escolhas foram um pouco por não poder escolher o Tibete. Ainda há 10 minutos estava a pensar nos Balcãs. Ou no Kosovo. Mas com 12 dias para dar à luz um milagre  para a cadeira de direito internacional, não me parece que sejam escolhas sábias.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dos dias

Não acredito que duvidei das minhas capacidades de escrever um trabalho para administração do território. Ao fim de 2 meses de pesquisa intensiva e uma semana em execução, o trabalho está pronto, é que está mesmo pronto!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Dos dias

Vê-lo dormir é daquelas coisas que me derrete por demais. Vê-lo ali tão pacífico, tão sereno, enternece-me. O seu cabelo despenteado, as suas longas pestanas, a barba por fazer que tanto gosto, um autêntico esquimó espreitando debaixo do endredon. Olhar para ele e vê-lo dormir ... é nesse momento de silêncio, onde só a sua respiração se faz ouvir, que sei que sim, que gosto dele por demais, que sinto o quanto ele é importante para mim... e todos nós sabemos que quanto mais importantes as pessoas são para nós, mais medo temos de as perder. E eu fico assim, no silêncio, olhando para ele, apenas com os meus pensamentos...