terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Reflexões

A morte é o ciclo natural de todas as coisas vivas. Não podemos lutar contra ela, não podemos fugir dela, não podemos parar o tempo para evita-la. Limitamo-nos a aceita-la, uns melhor que outros. 
Perder alguém que nos é querido é uma dor que não se deseja a ninguém.
Ainda me lembro do primeiro funeral que fui. O meu bisavô, ao qual eu chamava carinhosamente de "vô Vaz", faleceu quando eu tinha 11 anos. Lembro-me de ter saido da escola e correr até à avenida principal, tentando encontrar a minha mãe para a acompanhar. Lembro-me vagamente do funeral da minha bisavó, embora tenha sido aos 15 anos. O que mais me marcou foi o do meu avô Domingos. Não foi um choque, pois já estava muito doente, mas de uma tristeza imensa. Lembro-me de como já falava baixinho, de como, meio cego, me passava a mão no rosto e me dizia que as minhas feições estavam mudando e que eu estava a crescer. 
Hoje foi o funeral do pai de um amigo do babe. Não conhecia o senhor, conheço há pouco tempo o rapaz, mas quis marcar presença, pois ter alguém ao nosso lado numa perda é reconfortante, pelo menos para mim, e acho importante apoiar as pessoas nos momentos difíceis. 
A morte é o ciclo natural da vida, é para lá que caminhamos todos os dias. Até lá, que vivamos um dia de cada vez, lembrando a todos aqueles que nos são queridos o quanto gostamos deles.

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