É com muita pena minha que não vou poder participar neste evento, no dia 25 de Junho, em Lisboa. Embora esteja a 300km, vou apoiar em pensamento.
Se há coisa que me incomoda é ser vista como um objecto, como um bibelô, como uma boneca. Quem me digam como sair à rua e que me olhem de alto a baixo, com/sem olhar depreciativo. Uma coisa que me incomoda profundamente a pontos de me fazer urticaria é o homem querer definir-nos. Eu cá não aceito rótulos de ninguém. "ah e tal, a não-sei-das-quantas teve com o fulano tal. Ainda ontem estava com o zé-manel-francisco. Que vaca/cabra/puta/pêga". Então olha lá oh marmelo, então a não sei das quantas não podia estar com X como amigos? Se calhar foram tomar café e continua com o zé-manel-francisco! ( isto porque amizade entre mulher e homem, aos olhos do homem é um mito. Então todo e qualquer segundo que passemos junto a um homem é porque o queremos "comer").
Como mulher, não gosto que me rotulem, que me digam "ah e tal não houve ninguém neste bairro alto que não tivesse olhado para as tuas mamas", como já me disseram, apesar de eu ter uma blusa normalíssima sem grandes froufrous e decotes! Que andem a contar quantos namorados já tive, quantas curtes já tive, para poderem avaliar o meu grau de slutiness. Não gosto de piropos, não gosto que me olhem de alto a baixo como se eu fosse um pedaço de carne no talho, o qual estão a decidir se vão ou não levar para fazer o jantar. E, lamento desapontar-vos, fontes de masculinidade e virilidade, mas nenhuma mulher gosta de se sentir assim.
Um conselho para os homens...
Vocês vão pela rua, fazendo seja o que for, e deparam-se com uma jovem/mulher muito bonita. A vossa primeira reacção é olhar de alto a baixo como quem avalia gado. Estudar os cantinhos todos daquele corpo e daquela cara bonita. Pensam (ou não) duas vezes que piropo mandar, ou então só assobiam. Reparam no rosto ofendido da outra pessoa, mas não estão minimamente interessados. Agora pensem mais uma vez comigo... a vossa filha de 15 anos, que até desenvolveu bastante bem e está a tornar-se uma jovem mulher muito bonita e com um corpo intitulado de "bom", passa na rua e é abordada por homens como vocês. Gostaram que a vossa filha tivesse sido olhada como se tivesse em exposição? Como se estivesse a pedir para ser olhada de alto a baixo? Como se estivesse mesmo a pedir um piropo (e note-se que há piropos e piropos, muitos deles não lembram ao santo de tão porcos que são)? Acho que o não redondo que faz eco nas vossas cabeças resume tudo.
Se há coisa que me incomoda é ser vista como um objecto, como um bibelô, como uma boneca. Quem me digam como sair à rua e que me olhem de alto a baixo, com/sem olhar depreciativo. Uma coisa que me incomoda profundamente a pontos de me fazer urticaria é o homem querer definir-nos. Eu cá não aceito rótulos de ninguém. "ah e tal, a não-sei-das-quantas teve com o fulano tal. Ainda ontem estava com o zé-manel-francisco. Que vaca/cabra/puta/pêga". Então olha lá oh marmelo, então a não sei das quantas não podia estar com X como amigos? Se calhar foram tomar café e continua com o zé-manel-francisco! ( isto porque amizade entre mulher e homem, aos olhos do homem é um mito. Então todo e qualquer segundo que passemos junto a um homem é porque o queremos "comer").
Como mulher, não gosto que me rotulem, que me digam "ah e tal não houve ninguém neste bairro alto que não tivesse olhado para as tuas mamas", como já me disseram, apesar de eu ter uma blusa normalíssima sem grandes froufrous e decotes! Que andem a contar quantos namorados já tive, quantas curtes já tive, para poderem avaliar o meu grau de slutiness. Não gosto de piropos, não gosto que me olhem de alto a baixo como se eu fosse um pedaço de carne no talho, o qual estão a decidir se vão ou não levar para fazer o jantar. E, lamento desapontar-vos, fontes de masculinidade e virilidade, mas nenhuma mulher gosta de se sentir assim.
Um conselho para os homens...
Vocês vão pela rua, fazendo seja o que for, e deparam-se com uma jovem/mulher muito bonita. A vossa primeira reacção é olhar de alto a baixo como quem avalia gado. Estudar os cantinhos todos daquele corpo e daquela cara bonita. Pensam (ou não) duas vezes que piropo mandar, ou então só assobiam. Reparam no rosto ofendido da outra pessoa, mas não estão minimamente interessados. Agora pensem mais uma vez comigo... a vossa filha de 15 anos, que até desenvolveu bastante bem e está a tornar-se uma jovem mulher muito bonita e com um corpo intitulado de "bom", passa na rua e é abordada por homens como vocês. Gostaram que a vossa filha tivesse sido olhada como se tivesse em exposição? Como se estivesse a pedir para ser olhada de alto a baixo? Como se estivesse mesmo a pedir um piropo (e note-se que há piropos e piropos, muitos deles não lembram ao santo de tão porcos que são)? Acho que o não redondo que faz eco nas vossas cabeças resume tudo.
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